A Revolta dos Jovens

O mundo está em mudança, do capitalismo vamos para "ainda não sabemos bem". Nesta época de instabilidade os conflitos são inevitáveis mas dão-nos sinais importantes do mais importante a avaliar. Na Grécia a revolta foi, desta vez, através dos jovens. Desfrutem destas fotos emblemáticas:











Para mais fotos carregar aqui.

Novo Centro de Arte Contemporânea em Paris



Novo Centro de Arte Contemporânea

Reparem no edifício que é. Perguntamo-nos senão poderiam fazer mais iniciativas destas em Lisboa. Há tanto por onde escolher...

Sugestão para 2009

Uma sugestão verde para um começo do ano adaptado às circunstâncias:

Panrico Ecológico

Mais pensamentos...

Frases. Pensamentos. Significados. Estados de Espírito.



Colóquio do Observatório das Actividades Culturais

Lisboa ferve de encontros de reflexão cultural!

Nos passados dias 13 e 14 de Novembro realizou-se o colóquio “Novos Trilhos Culturais: Práticas e Políticas” no Auditório do Instituto de Ciências Sociais, organizado pelo Observatório das Actividades Culturais (OAC).

Só conseguimos assistir a um dos dias, sexta-feira, mas já permitiu que entrássemos em contacto com uma série de temas pertinentes. Este é um formato ideal de evento para quem necessita de conhecimento e sabedoria no campo da cultura.

De manhã foi abordado o tema “A Cultura, os Media e as Novas Tecnologias”.

O surgimento da Bioarte, que consiste na exploração da biotecnologia para fins estéticos, assenta, que nem uma luva, no movimento contemporâneo, onde se aceitam peças que antes nunca foram consideradas artísticas.

Exemplos práticos da Bioarte:

A portuguesa Marta de Menezes




Além da Biotecnologia, Alexis Rockman, utiliza também o tema de aquecimento global como inspiração.



À tarde falou-se de “Políticas Culturais e Desafios Actuais”.

Patrícia Gouveia introduziu o conceito de jogo, ou seja, a construção de plataformas que permitem a interacção dos públicos e incitam a nossa consciência mais competitiva.

A ideia de engenharia social, de arquitectura de redes foi introduzida por Orlando Garcia que, corajosamente, dividiu a sociedade cultural em 3 sectores diferentes:

Sector 1- Administração Pública
Sector 2- Fundações como a Gulbenkian
Sector 3- Campo Associativo

Este último sector é o mais próximo do público e Garcia avança com alguns números representativos em Lisboa:

80 mil Associados - 750 Profissionais - 2 mil Actividades

De 233 unidades associativas culturais umas são colectividades, outras específicas e agentes de intervenção sócio-cultural.

Mas ainda não acabou… É surpreendente saber que vão agora entrar no Mercado mais 6000 profissionais só no campo das Artes Performativas!!!

Concluindo a muito interessante palestra de Orlando Garcia, é sugerido que se criem Promontórios, constituídos por equipas, para avaliar dados e traçar novos caminhos. O Observatório (OAC) vê, o Promontório age - a lógica do pensamento segue essa ordem.

Na sua opinião o Turismo apresenta um potencial infinito, com 400 empresas já em actividade, 900 milhões de turistas mundiais e 70 milhões deles culturais.

O Turismo da Experiência e da Vivência pode ser a nossa galinha de ovos de ouro.

Entrevista com os Artesãos Amigos do Monstro

Foi no Mercado Mundo Mix que nos deparámos com estes artesãos apaixonados por personagens fantásticas. As expressões dos seus bonecos, os pormenores e detalhes dos materiais que utilizam, os cenários que reconstroem, tudo transmite criatividade e amor pela arte. São uma dupla, um casal que optou pelo que gosta de fazer, não se arrependendo dessa aposta. Uma inspiração para todos nós.



Rosa Mariposa: Como começaram os Amigos do Monstro? Como tiveram a ideia?

Amigos do Monstro: Os Amigos do Monstro começaram a partir de um acaso: nós sempre recolhemos troncos e, a par disso, fazíamos peças em cimento para pôr nos jardins. Um dia dei um pontapé a uma dessas peças, uma cabeça, e ela rolou até a um tronco, as duas peças juntas formavam a figura de um homenzinho! pumba! A partir daí, fomos brincando com isso.

RM: Consideram-se artesãos?

AM: Completamente! Fazemos peças exclusivamente à mão.

RM: Quais as maiores dificuldades que encontram ao viver desta actividade?

AM: Primeiro foi encontrar a fórmula certa para alcançar o público... Antigamente, fazíamos peças muito pesadas e agressivas. Tivemos de evoluir e claro, continuamos a evoluir.....

RM: Aconselham outras pessoas a enveredar pelo mesmo caminho?

AM: Sim! É possível embora árduo, mas a liberdade que nos proporciona é indescritível! Mas não se pense que é fácil - dá mais trabalho que outro trabalho qualquer, mas... é tão bom que não se considera trabalho!

RM: Como lidam com a concorrência e cópia de ideias que tenham tido?

AM: Não temos problemas. Estamos sempre a fazer coisas novas, um passo à frente e, na verdade, como é um trabalho que exige muito esforço físico e não é limpo, poucas pessoas se sujeitam a isso. É preciso amor! Além disso coisas genuínas são incopiáveis, há sempre diferenças pois todas as pessoas são diferentes!



RM: O que pensam faltar no universo de feiras em Portugal?

AM: Diversidade, originalidade....mas estamos a melhorar....

RM: O que pensam que vos falta para serem mais bem sucedidos?

AM: Marketing e a capacidade de rentabilização do nosso trabalho - temos pouca capacidade de produção e temos preços baixos... assim trabalhamos para xuxu e monetáriamente não está proporcional à quantidade de horas de trabalho...
Além disso falta-nos tempo para criar imagem, cartões etiquetas... estamos há anos para escrever histórias sobre as personagens....

RM: Agora uma pergunta mais pessoal que se enquadra no simbolismo da vossa arte, quais os vossos preferidos livros para criança?

AM: bem...aqueles com ilustrações mais originais e artísticas pois as crianças tem um sentido estético muito apurado e é pelos desenhos que os livros encantam!




Blog Amigos do Monstro

Interview - Fat Freddy's Drop



Their concert is this 7th of November at Pavilhão dos Lombos in Carcavelos. This is the image from their new album.

Brief Introduction by Rosa Mariposa:

I have come across their rhythm a short but intense time ago . It's a pleasure to hear their warm sound, wherever we are, whenever we need. It's profound, the groovy soul is fulfilling and it makes you feel that everything is possible. Don't know why. Can't explain it. It's just magic, your kind of magic. From mellow it goes to funky, from a dub landscape it transforms itself in a jazzy truly expressive experience. Thank you for the inspiration. Go to their site!

The Interview

Rosa Mariposa: You're so many, are you all coming to Portugal? How did you all meet?

Fat Freddy's Drop (Hopepa): Yeah we're all coming to play in Lisbon. Wellington is a small town and we met through the tight knit musical community.

R.S.: Have you ever visited or do you know anything about this Latin/Atlantic country?

FFD: We have been to Portugal twice so far. We played support for the Black Eyed Peas in Algarve, a couple of years ago. We also played at Casino Lisboa earlier on this year. Had a great time. Very cool audience.

R.S.: Your shows are quite improvised, how do you manage yourselves when you're at the stage?

FFD: We like to just take our time and go with the flow.

R.S.: How and why did you start playing this beautiful and meaningful sound?

FFD: We were lucky to find each other

R.S.: What is your advise for someone that is starting?

FFD: Develop your live show.

R.S.: How many times a week do you gather in Wellington? Do you have other professions or is this full-time?

FFD: We are full time musicians. We have seen a lot of each other recently during the recording of our new album.

R.S.: How does the place you live influence your art?

FFD: I think we are all products of our environment. Whether it be cultural, geographical or musical.

R.S.: On your productions you communicate a love for the musical activity, tell us why? What does it bring you?

FFD: Music is an essential part of life. A way of expressing life. It's worth celebrating.

R.S.: How do you know when the public surrenders?

FFD: When they close their eyes and smile.

Hopepa represented all the band in this interview, he's Fat Freddy's trombone player. Have a fabulous concert!

Noticias

Com a saída de Mark Deputter para o Teatro Maria Matos a Associação Cultural Alkantara passa a ser dirigida por Ana Vicente, Catarina Saraiva e Hélder Sousa.

Boa sorte aos novos responsáveis!
Que esta associação fique connosco durante muito tempo!

Jeff Koons, o artista mais cotado do mundo no ranking da Artprice anda a trabalhar com insufláveis!

Não acreditam? Basta irem à página dele ou verem pela fotografia:

É incrível a variedade de materiais que são utilizados hoje em dia pelos artistas. Misturam-se técnicas, formatos e matérias-primas. Estamos numa época em que as regras são vistas como entraves à criatividade, será?

De qualquer forma parece que os insufláveis têm servido para o prestígio deste artista, ou será que estes vieram depois do prestígio estar garantido?! É uma questão pertinente...

Visitem o Artprice se quizerem saber mais informação sobre o mercado da arte.