Homenagem a Manoel de Oliveira


Imagem retirada de http://www.vitruvius.com.br/

No próximo ano Manoel de Oliveira fará 100 anos. Nunca vi um filme seu do princípio ao fim. Fui vendo, uns bocados aqui, outros poucos ali. No entanto a grandeza do seu nome sempre me intrigou. Depois do documentário que deu na RTP 2, sobre o seu 99º aniversário, fiquei um pouco mais elucidada.

Sempre contra o regime , Manoel de Oliveira, acabou por ser algo abafado pela ditadura, enquanto ela existiu. Douro, Faina Fluvial e Aniki Bóbó são dois dos seus filmes simbólicos pois representaram o primeiro documentário e a primeira ficção. José Régio foi autor de alguns dos argumentos, Agustina Bessa Luís de outros tantos mais. Descrito como nervoso mas de bom coração pagava, nessa altura, 20 escudos por dia aos actores.

Manoel de Oliveira não foi o único artista da sua geração que demorou a ser valorizado, recordo-me, em primeira instância, de José Saramago ou Paula Rego. Chegou a altura de olharmos para estes mestres com orgulho, porque, independentemente do estilo, eles são personagens que, através da dedicação e perseverança, criaram arte genuína e muito bem trabalhada.




1 comentários:

NETMITO disse...

NÃO ILUDO AS PALAVRAS ELAS É QUE ME ILUDEM APENAS LHES ACRESCENTO LETRAS ELAS ACRESCENTAM-ME VIDA.
:)